CNN BRASIL
Segurança pĂșblica Ă© hoje o assunto de maior preocupação â junto da sempre presente inflação â na cabeça do pĂșblico em geral. Consequentemente, do eleitor em particular. E nesse Ăąmbito â segurança pĂșblica â hĂĄ dois nĂveis de preocupação.
O primeiro Ă© a percepção de violĂȘncia, que Ă© sempre maior nos grandes centros. Tem a ver com taxas de criminalidade, tais como assalto, furto, estupro.
O outro Ăąmbito de preocupação com segurança pĂșblica estĂĄ relacionado ao crime organizado. Vastas ĂĄreas geogrĂĄficas do paĂs sĂŁo dominadas hĂĄ dĂ©cadas pelo crime. Que mais recentemente ameaça de maneira abrangente a AmazĂŽnia, por exemplo.
Outro lado relevante ligado ao crime organizado sĂŁo os crimes financeiros, nĂŁo sĂł de lavagem de dinheiro. O impacto na economia jĂĄ Ă© bastante sensĂvel, segundo o presidente do Banco Central. Assusta empresas, aumenta os custos, leva a uma alocação de recursos pĂșblicos distorcida e tem impacto atĂ© no spread bancĂĄrio â portanto, nos juros cobrados ao tomar de emprĂ©stimo.
Mas quem deveria cuidar do combate a isso tudo? O poder de polĂcia na Federação Brasileira estĂĄ nos estados e, em parte, tambĂ©m em municĂpios. Mas o que falta Ă© uma instĂąncia central, com essa atribuição â e verbas condizentes, diz o novo ministro da Justiça.
De jeito nenhum, dizem vĂĄrios governadores. SĂŁo os estados que sabem o que deve ser feito.
O debate apenas começou. Seus estågios iniciais sugerem que o governo federal terå imensas dificuldades em conseguir o que propÔe. Empresas começam a se mobilizar também, cobrando medidas concretas das vårias instùncias.
Talvez sĂł se consiga efetivamente combater o crime organizado se a sociedade brasileira se mobilizar. Ă mais do que urgente.
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