Campina Grande (PB) – O vereador Pimentel Filho (PSB) voltou a expressar sua preocupação com o alto número de pedidos de suplementação orçamentária encaminhados pela prefeitura municipal à Câmara Municipal de Campina Grande. Em sessão em que foi debatido um projeto de abertura de crédito adicional suplementar de mais de R$ 90 milhões, ele chamou a prática de “consertar” o orçamento do município e cobrou melhor planejamento fiscal por parte da gestão municipal.
“Esse é um problema que existe há décadas e que o Legislativo fica ‘consertando’ o orçamento do município”, afirmou o parlamentar.
Contexto da suplementação
Na sessão a Câmara, desta quarta, 29, chegou na Casa Legislativa mais um pedido de autorização para abertura de crédito suplementar superior a R$ 90 milhões, com remanejamento interno de recursos de pastas como educação, obras e assistência social.
Em outro momento, a aprovação de suplementação no valor de R$ 42 milhões, outro de R$ 61 milhões também geraram críticas por parte de Pimentel Filho, que ressaltou a necessidade de planejamento prévio em vez de depender de remanejamentos.
Pimentel Filho defendeu que a prática frequente de suplementações evidencia falhas no orçamento original e falta de planejamento: Ele apontou que o Legislativo acaba corrigindo erros orçamentários da gestão. Reivindicou que a prefeitura apresente com clareza as razões dos remanejamentos e utilize os créditos suplementares para atender demandas prioritárias transparently e exigiu que os servidores públicos, especialmente na saúde, sejam pagos em dia e que os recursos suplementares sejam justificados.
Implicações para o município
De acordo com o vereador, a dependência constante de suplementações pode comprometer a estabilidade fiscal do município e dificultar a execução de políticas públicas de longo prazo. Ele destacou que o remanejamento de recursos de uma secretaria para outra — por exemplo, da Secretaria de Obras para a Saúde — pode causar prejuízos em áreas com demandas estruturais.
Com suas declarações, Pimentel Filho reforça o papel fiscalizador da Câmara Municipal de Campina Grande e chama atenção para a necessidade de uma gestão orçamentária mais proativa e menos reativa. Em um cenário em que a prefeitura realiza múltiplas suplementações, a cobrança por planejamento, clareza e responsabilidade se torna central.









