Rafafa deve deixar Câmara e virar peça-chave na reforma administrativa de Bruno Cunha Lima
A iminente saída do vereador Rafafa da Câmara Municipal de Campina Grande não é apenas uma troca de cadeiras: integra um movimento mais amplo de reorganização política e administrativa conduzido pelo prefeito Bruno Cunha Lima.
Nos bastidores, a avaliação é de que Rafafa, considerado um dos nomes mais alinhados e confiáveis da base governista, pode assumir uma missão estratégica no Executivo em um momento sensível da gestão, especialmente com o avanço do calendário político-eleitoral.
Duas frentes estão no radar. Na Secretaria de Cultura, ele ocuparia a vaga deixada por André Gomes, que se desincompatibilizou para disputar as eleições. A escolha de um vereador com trânsito político pode indicar a intenção de dar maior articulação institucional à pasta, que ganha protagonismo em uma cidade marcada por grandes eventos culturais.
Já na AMDE (Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico), Rafafa substituiria Emerson Cabral, cuja permanência vinha sendo questionada por setores da própria base. Nesse cenário, a nomeação teria um peso ainda mais político: além de reorganizar a área econômica, funcionaria como resposta a críticas internas e tentativa de reaproximação com aliados insatisfeitos.
A eventual ida de Rafafa para qualquer uma dessas estruturas carrega um duplo efeito: fortalece o núcleo duro da gestão e, ao mesmo tempo, reorganiza a base na Câmara. Com sua saída, assume o suplente Aldo Cabral, garantindo a manutenção da maioria governista sem maiores sobressaltos.
Aliados do prefeito já deram sinal verde para a movimentação, o que indica baixo risco de resistência interna. Ainda assim, a definição entre Cultura e AMDE deve considerar fatores como visibilidade política, capacidade de entrega administrativa e impacto na relação com setores específicos da sociedade e do empresariado.
Na prática, a decisão também pode sinalizar prioridades da gestão para o próximo período: investir em agenda cultural — com forte apelo popular — ou focar no desenvolvimento econômico, área sensível em meio a cobranças por geração de emprego e fortalecimento de negócios locais.
Enquanto a oficialização não ocorre, o movimento já é tratado como certo nos bastidores e reforça uma marca recorrente da gestão: o uso de quadros políticos da Câmara para ocupar posições estratégicas no Executivo, garantindo alinhamento e controle político das ações administrativas.





