A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nessa quarta-feira (15), a Operação “Fragrância do Crime”, que desarticulou uma organização criminosa interestadual suspeita de praticar furtos milionários e lavagem de dinheiro. Ao todo, 11 pessoas foram presas durante a ação.
Segundo as investigações, o grupo atuava em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, tendo como principais alvos estabelecimentos comerciais, especialmente redes de perfumarias. De acordo com a polícia, apenas os furtos a lojas do setor causaram um prejuízo estimado em R$ 2,4 milhões.
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após o arrombamento de uma agência bancária em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. A análise financeira apontou que a organização movimentou mais de R$ 11,8 milhões em aproximadamente dois anos de atuação.
Conforme a Polícia Civil, a quadrilha era dividida em três núcleos. Um deles executava os furtos após o arrombamento dos estabelecimentos. Outro era responsável por desligar o fornecimento de energia e neutralizar câmeras de segurança e sistemas de alarme. Já o terceiro cuidava da lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada para ocultar recursos e reinserir os produtos no mercado.
As investigações apontam que empresas dos ramos de cosméticos, perfumes e laticínios eram utilizadas para dar aparência de legalidade às operações financeiras. O grupo também recorria à prática conhecida como “smurfing”, que consiste em fracionar grandes quantias em diversos depósitos menores para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão, seis mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para bloqueio de bens e ativos financeiros. Entre os presos estão oito homens e três mulheres, sendo uma das prisões realizada no município de Itajaí, em Santa Catarina.
A Polícia Civil informou que, até o momento, não há indícios de participação de funcionários das empresas ou instituições financeiras que foram alvo dos crimes. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os bens obtidos de forma ilícita.









