PĂĄgina1PB
10 de maio de 2026
  • SOBRE
  • ANUNCIE
  • CONTATO
  • NOTÍCIAS
  • PARAÍBA
  • CIDADES
    • CAMPINA GRANDE
    • JOÃO PESSOA
    • MONTADAS
  • POLÍTICA
  • BRASIL
  • ECONOMIA
  • LEGISLATIVO
  • MAIS
    • ESPORTES
    • ENTRETENIMENTO
    • POLICIAL
    • MUNDO
    • GERAL
No Result
View All Result
PĂĄgina1PB
No Result
View All Result

Novo Desenrola: juros altos pressionam endividamento das famĂ­lias

by Redação
9 de maio de 2026
in Economia
Novo Desenrola: juros altos pressionam endividamento das famĂ­lias

AGÊNCIA BRASIL

Economistas indicam que a elevada taxa bĂĄsica de juros – a taxa Selic – praticada no Brasil, somada aos altos spreads bancĂĄrios aplicados pelas instituiçÔes financeira,s tĂȘm contribuĂ­do para o aumento do endividamento das famĂ­lias, o que levou o governo a lançar nesta semana o Novo Desenrola. 

O spread bancĂĄrio Ă© a diferença entre os juros que os bancos pagam e os que emprestam aos consumidores. No Brasil, o spread bancĂĄrio foi de 34,6 pontos percentuais (p.p.) em março contra 29,7 p.p. registrados no mesmo mĂȘs de 2025.

Para se ter uma ideia, o Banco Mundial calcula um spread bancårio médio no mundo em torno dos 6 p.p.

A professora de economia da Universidade de Brasília (UnB), Maria Lourdes Mollo, explicou que, quanto maior a taxa Selic definida pelo Banco Central (BC), maior são os juros praticados pelos bancos sobre as famílias. 

“Os juros dos emprĂ©stimos estĂŁo muito altos. Isso tem uma relação direta, sem dĂșvida nenhuma, com o endividamento das pessoas, o que tem dificultado muito a economia a funcionar”, disse Maria de Lourdes.

A professora da UnB citou ainda, como agravante para as famílias, a precarização dos empregos no Brasil, motivada, segundo ela, pela reforma trabalhista do governo de Michel Temer.

“Grande parte das pessoas estĂĄ se endividando para completar o orçamento, para pagar despesas com saĂșde e do cotidiano. Esse Novo Desenrola pode liberar um pouco o orçamento das pessoas e, eventualmente, atĂ© dar um estĂ­mulo Ă  economia”, completou Maria Lourdes.

O Brasil tem a segunda maior taxa bĂĄsica de juros reais do mundo, descontada a inflação, com 9,3%. Ficamos atrĂĄs apenas da RĂșssia, paĂ­s em guerra, com 9,6%. Em terceiro colocado, vem o MĂ©xico, com uma taxa de 5,0%. Os dados sĂŁo do site especializado Moneyou. 

Na Ășltima reuniĂŁo do ComitĂȘ de PolĂ­tica MonetĂĄria (Copom) do Banco Central (BC), a taxa Selic foi reduzida em 0,25 p.p., chegando a 14,5%, considerada ainda elevada. O BC sustenta que a taxa de juros Ă© necessĂĄria para controlar a inflação. O patamar da Selic, por outro lado, Ă© questionado por crĂ­ticos como excessivamente elevado. 

Endividamento das famĂ­lias

Pelo quarto mĂȘs consecutivo, o total de famĂ­lias com dĂ­vidas cresceu no Brasil e alcançou 80% em abril, “nova mĂĄxima histĂłrica”, segundo pesquisa da Confederação Nacional do ComĂ©rcio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O total de famĂ­lias inadimplentes, com contas em atraso, ficou em 29,7%, em relativa estabilidade.

“As famĂ­lias que ganham atĂ© trĂȘs salĂĄrios mĂ­nimos registram o maior nĂ­vel de endividamento (83,6%) e o maior Ă­ndice de contas em atraso (38,2%)”, destaca a CNC. 

Líder mundial no spread bancårio

A professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Juliane Furno, avalia que o endividamento das famílias brasileiras pode ser explicado pelas “altíssimas” taxas do spread bancário.  

“O Brasil tem um dos maiores spreads bancĂĄrios do mundo, em algumas comparaçÔes recentes, aparece no topo do ranking. O spread Ă© elevado, segundo os bancos, porque a inadimplĂȘncia Ă© muito alta. Ou seja, esse valor justificaria o risco. SĂł que posso tambĂ©m dizer que a inadimplĂȘncia Ă© alta porque os juros (spread) sĂŁo altos”, diz Juliana.

O ranking da World Open Data, com dados de 2024, coloca o Brasil como o paĂ­s com as maiores taxas de spread do planeta, seguido por RepĂșblica Tcheca, SudĂŁo do Sul, Serra Leoa, Moçambique, Angola, UcrĂąnia e Timor Leste. 

Dados do BC de março mostram que os bancos cobram das pessoas físicas, as famílias, uma taxa de juros média de 61% ao ano. Para as empresas, a taxa média foi de 24%.

A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Mello de Malta pondera que, como a taxa båsica do Brasil é a segunda mais alta do mundo, ela faz os bancos elevarem as taxas para população.

“Quando a taxa Selic estĂĄ alta, todas as outras estĂŁo sempre mais altas. Quando o trabalhador vai pagar o emprĂ©stimo dele, e passa do limite e nĂŁo consegue pagar o cartĂŁo de crĂ©dito, os juros serĂŁo mais altos que a Selic”, afirmou Maria Ă  AgĂȘncia Brasil.

Malta acrescenta que essa situação gera uma “bola de neve” com as famílias trabalhadoras buscando “outra fonte para poder pagar a primeira dívida e vai se endividando progressivamente”.

Os juros mais altos praticados no Brasil são do rotativo do cartão de crédito, que pode chegar a mais de 400% ao ano. 

Novo Desenrola

O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito. 

A nova fase da iniciativa terĂĄ duração de 90 dias e prevĂȘ descontos de atĂ© 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de dĂ©bitos.


 
 

  • SOBRE
  • ANUNCIE
  • CONTATO

© 2017-2026 PĂĄgina1PB ‱ Todos os direitos reservados Holos AgĂȘncia Digital

No Result
View All Result
  • NOTÍCIAS
  • PARAÍBA
  • CIDADES
    • CAMPINA GRANDE
    • JOÃO PESSOA
    • MONTADAS
  • POLÍTICA
  • BRASIL
  • ECONOMIA
  • LEGISLATIVO
  • MAIS
    • ESPORTES
    • ENTRETENIMENTO
    • POLICIAL
    • MUNDO
    • GERAL

© 2017-2026 PĂĄgina1PB ‱ Todos os direitos reservados Holos AgĂȘncia Digital