A chegada desta quinta-feira (18) marca a décima sexta noite de festas d’O Maior São João do Mundo, por onde já passaram centenas de atrações, sendo 49 shows só no Palco Principal.
A quinquagésima apresentação realizada no histórico palco do Parque do Povo foi da banda campinense Mexe Ville, que chegou com um repertório animado, trazendo o fole da sanfona para clássicos do forró, brega e outros ritmos, e agradecendo aos forrozeiros que vieram prestigiar os artistas da terra. Quem acompanhou a abertura da festa aproveitou para dançar e se divertir ao som de músicas como “Mulher de Gado” e “Leviana”, entre outras.
Para o casal baiano Valdirene e Jaime, conhecer o Maior São João do Mundo é a realização de um sonho. O primeiro ano em Campina dos visitantes, que vieram de Feira de Santana, começou na mesma noite em que eles chegaram. A sequência dos shows, com nomes como Matheus e Kauan e Calcinha Preta, influenciou a decisão dos baianos:
“É o primeiro ano, e essa é a primeira a noite, a gente chegou hoje. Viemos por causa de Calcinha Preta e pra Matheus e Kauan também, e a gente tá se preparando pra ir para frente do palco e dançar bastante. Eu gostei demais da programação, é uma pena que nós não pudemos vir para programações anteriores. A gente deve ficar aqui até o dia 25, e com certeza viremos pro dia de Elba Ramalho”, comentou Valdirene.
O segundo show da noite animou o público com o setlist diversificado do goiano Grelo, que chegou ao Parque trazendo hits autorais e outras músicas, eternizadas nas vozes de Marília Mendonça, Bruno e Marrone e Raça Negra. O artista subiu ao palco com uma camisa que trazia estampado o carinho pelo Maior São João do Mundo, com a logo da festa do lado direito do peito e a bandeira de Campina do lado esquerdo.
“A força dessa cultura é inspiradora. A gente vem de um lugar que algumas culturas acabam morrendo com o tempo, e a cultura nordestina em todas as festas segue viva, forte, é algo que inspira e transforma. O Maior São João do Mundo aqui de Campina Grande é uma festa que nunca perde a força, inspira a juventude a continuar com as próximas gerações”, celebrou Grelo, que cantou no PP pelo segundo ano consecutivo.
Na sequência, a dupla Matheus e Kauan reuniu o Parque do Povo em um só coro, com músicas como “Te Assumi Pro Brasil” e “Quarta Cadeira”, sucessos dos sertanejos, consagrados em diferentes plataformas. Além disso, o PP presenciou um pedido de casamento cujo “sim” foi celebrado por milhares de pessoas, que depois cantaram juntas o hit “O Nosso Santo Bateu”.
“Nossas músicas passeiam por várias coisas do cotidiano das pessoas, que se identificam muito. Mas eu diria que se fosse hoje, pra falar do show, usaria como recado ‘Metade do meu coração só quer te ver de novo’, pra gente voltar em breve e reencontrar todo esse time”, destacou a dupla, negando rumores sobre separação e destacando a possibilidade de uma agenda mais reduzida em 2027, com intuito de descansar e celebrar de forma especial os 15 anos de carreira.
Encerrando a quinta-feira e entrando na madrugada da sexta, Calcinha Preta chegou com solos de voz e guitarra inconfundíveis, fazendo a alegria dos milhares de fãs que vieram prestigiar a banda nesta noite. Com títulos como “os vampiros” e “roqueiros do forró”, os integrantes ocuparam o palco principal com uma estética única, que há anos compõe a identidade visual da banda. Além disso, as releituras de grupos nacionais e internacionais de rock e metal também fazem parte da grande projeção alcançada pelo grupo, com sucessos que há décadas se mantém no topo das paradas.
“É uma banda que marcou minha adolescência, com músicas que nunca deixam de nos emocionar. Todas as vezes que eu escutar vou cantar, de novo e de novo, então é realmente um sentimento”, destacou a biomédica Vanessa Sousa.
“A nossa essência é falar de amor, né? Amor, paixão, família, e se gosta né. Porque a gente canta de geração pra geração, vendo crianças que chegam pra mim falando que os pais ensinaram a gostar da gente. Todas essas histórias são uma honra pra gente”, comentou Daniel Diau, sobre a forma como a música atravessa diferentes momentos e gerações.
O forró seguiu madrugada adentro, mesmo numa quinta-feira, reforçando o poder da música nordestina em reunir e conectar públicos de todas as idades e lugares.
Texto: Myrlla dos Anjos/Arte Produções





