Política

Lula cita “infinidade de problemas” e recuperação “bastante difícil” no RS após enchentes

CNN BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (13), haver uma “infinidade de problemas” a serem resolvidos no Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram parte do estado. Ele também citou que a recuperação deverá ser “bastante difícil”.

“É uma infinidade de problemas que a gente vai ter que cuidar, e que não é uma coisa de curto prazo. É uma coisa de médio e eu diria até quase longo prazo porque recuperar aquele estado vai ser bastante difícil. É um compromisso nosso de deixar o Rio Grande do Sul como era antes da chuva”, declarou, durante reunião com ministros.

O presidente da República reuniu todos os 37 ministros na noite desta segunda-feira para discutir a situação no Rio Grande do Sul e as ações do governo federal perante a tragédia.

Em fala no início da reunião, Lula citou a necessidade de recuperar estradas, além dos sistemas de energia elétrica, de telecomunicações, de portos e aeroportos, fora a rede de saúde e educação.

O Ministério da Saúde já divulgou que pelo menos 290 estruturas como hospitais e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) foram atingidas de alguma forma pelas enchentes. O panorama é de que 18 hospitais foram totalmente danificados, enquanto 75 estão funcionando apenas parcialmente.

Aos ministros, o presidente afirmou que haverá um anúncio de concessão de benefícios para pessoas físicas no Rio Grande do Sul.

Mais cedo, o governo anunciou a proposta de suspender a dívida do Rio Grande do Sul por três anos (36 meses), além de propor que neste mesmo período os juros que incidem sobre o estoque da dívida sejam zerados.

No encontro, Lula também falou da expectativa de que no futuro o governo apresente uma proposta para resolver a questão das enchentes de maneira definitiva em Porto Alegre e na região metropolitana da capital gaúcha.

Sem citar nomes, ele disse que lhe parece que não foi um “fenômeno” somente de chuvas, mas também de quem não cuidou das comportas.

Lula ainda agradeceu e elogiou o trabalho feito pelos voluntários da população, além da solidariedade pelos objetos doados. O mandatário ressaltou, porém, que em algum momento os voluntários vão ter que voltar para as atividades normais do dia a dia e, daí, “entra o papel da máquina do Estado de dar vazão ao recebimento das doações e fazerem chegar às pessoas”.