O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou apoio à indicação de uma mulher negra para ocupar a vaga que será aberta na Corte com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, prevista para este sábado (19).
Embora não tenha tratado diretamente do assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — responsável pela escolha do novo ministro —, Fachin tem compartilhado sua posição com auxiliares e interlocutores próximos, reforçando sua defesa por maior diversidade de gênero e raça no Supremo.
De acordo com pessoas próximas ao ministro, o posicionamento de Fachin reforça uma pauta antiga de inclusão e representatividade no Poder Judiciário. Ele já havia se manifestado publicamente sobre o tema. Em 2023, durante uma sessão em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o ministro cumprimentou as ministras Cármen Lúcia, Rosa Weber (aposentada em 2023) e Ellen Gracie (aposentada em 2011), além de fazer um apelo por mais diversidade no tribunal.
“Peço licença para cumprimentar uma quarta ministra, que, quem sabe em um lugar do futuro, estará neste plenário: uma mulher negra”, declarou Fachin na ocasião, durante julgamento sobre racismo em abordagens policiais.
Nesta semana, o movimento Mulheres Negras Decidem (MND) enviou ao presidente Lula um ofício com uma lista de nove juristas que poderiam ser indicadas ao cargo. Entre os nomes sugeridos estão Edilene Lobo, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Adriana Cruz, juíza da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Apesar do apelo por representatividade, Lula tem sinalizado que seu principal critério para a escolha será a confiança pessoal. A tendência é que o presidente indique o atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar o posto deixado por Barroso.









