O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse nesta quarta-feira que o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi “eliminado” em um ataque durante a noite. Não houve confirmação do Irã.
Katz afirmou que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizaram os militares a matar qualquer outra autoridade iraniana sênior que estivesse sendo visada sem a necessidade de aprovação adicional.
A morte de Khatib, se confirmada, ocorre após os ataques que mataram duas das principais figuras do regime de Teerã. Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholam Reza Soleimani, comandante da Basij, a força paramilitar voluntária do Irã, morreram em bombardeios ontem.
Larijani era um dos líderes que comandavam o país após a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia dos ataques de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro.
Sua morte representa um duro golpe para o regime no momento em que a elite militar e religiosa busca reorganizar o comando do país em torno do filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei.
Katz afirmou que “surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes”, sem dar mais detalhes.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que sancionou Khatib em 2022 por o Ministério da Inteligência “realizar atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados”, indicou que seu ano de nascimento seria 1960 ou 1961.
Segundo o órgão, Khatib nasceu em Ghayenat, na província de Khorasan do Sul, no Irã. Ele seria responsável por “diversas redes de agentes de ameaças cibernéticas envolvidos em espionagem digital e ataques de ransomware em apoio aos objetivos políticos do Irã”, segundo afirmou o Tesouro à época.
“Além de conduzir atividades cibernéticas maliciosas que afetaram sites do governo da Albânia, atores cibernéticos do (Ministério da Inteligência) também foram responsáveis pelo vazamento de documentos supostamente provenientes do governo albanês e de informações pessoais associadas a residentes da Albânia.”
O Tesouro também classificou o Ministério da Inteligência do Irã, em outra rodada de sanções, como “um dos principais serviços de segurança do governo iraniano responsável por graves abusos de direitos humanos”.
“Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores de direitos humanos, ativistas pelos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de grupos religiosos minoritários”, afirmou.
O Ministério da Inteligência “também perseguiu agressivamente indivíduos que denunciavam abusos e violações de direitos humanos no Irã, bem como suas famílias, e submeteu detidos à tortura em centros secretos de detenção durante seu mandato”.
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