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Globo sofre onda de processos na Justiça por causa de novelas no streaming

by Redação
26 de janeiro de 2026
in Brasil
Globo sofre onda de processos na Justiça por causa de novelas no streaming

Foto reprodução - Internet

As reprises de novelas e programas no Globoplay, o serviço de streaming da Globo, vêm surtindo um efeito que passa longe da nostalgia que esses conteúdos geram no público. Atores e atrizes passaram a processar a emissora, alegando que não recebem pelas reexibições nas plataformas digitais.

Ao menos três casos aconteceram no último ano. O mais recente é o de Victor Fasano, ator que esteve em tramas como “Barriga de Aluguel” (1990), “O Clone” (2001) e “Caminho das Índias” (2009), todas elas já reprisadas na TV paga ou disponibilizadas no streaming.

Segundo documentos obtidos, Fasano processou a Globo especificamente por causa de “O Clone”. No processo, ele diz que recebeu baixas quantias pela entrada da novela no streaming e pediu uma revisão contratual.

A Justiça do Rio de Janeiro notificou a Globo na semana passada e aguarda a defesa da emissora. Procurado pela coluna, a Globo diz que não comenta processos na Justiça. Os advogados de Fasano não responderam aos contatos.

O ator se inspirou em ao menos dois casos recentes. O primeiro foi o de Maria Zilda Bethem, que tem 50 anos de carreira e atuou em tramas como “Caras e Bocas” (2008), “Ti-Ti-Ti” (2010) e “Êta Mundo Bom” (2016). Sua ação judicial foi pioneira neste sentido.

O caso de Maria Zilda ainda corre no Tribunal de Justiça do Rio. Ela alega que foi contratada da Globo por 40 anos e que, durante o período em que ficou no ar, não havia legislação específica ou algo em contrato que estipulasse um valor para disponibilização de reprises na TV paga ou no streaming.

“O que a Globo faz é se apoiar na força dos contratos para perpetuar uma lógica de apropriação indevida: ela se apossou dos meus sucessos antigos e segue lucrando com eles”, afirmou ela em entrevista ao F5 no ano passado.

Outro caso que veio à tona recentemente é o do cantor Conrado. Sucesso nos anos 1980, ele diz que não foi pago por reexibições do humorístico Os Trapalhões, no qual atuou de 1990 a 1994. O caso também está na esfera judicial da capital fluminense.

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