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Depois da “Calvário”, setor de Saúde da Paraíba pode enfrentar outro grande escândalo e já afeta atendimento

As unidades gerenciadas pela PB Saúde, na Paraíba, passam por uma profunda crise e o setor pode ser alvo de grande escândalo, caso as autoridades se aprofundem em investigar a situação.

by Redação
19 de outubro de 2025
in Destaques, Paraíba
Depois da “Calvário”, setor de Saúde da Paraíba pode enfrentar outro grande escândalo e já afeta atendimento

Foto reprodução - Internet

Por fora, a maquiagem do marketing faz parecer que está tudo funcionando perfeitamente. Internamente, há desorganização nos processos de trabalho, privilégios para poucos e sobrecarga para muitos, fatos que podem ser percebidos em vários comentários nas redes sociais, sobretudo nos grupos de categorias de concursados da Fundação.

Para as pessoas que acompanham o problema, o quadro pode evoluir para o que ocorreu há alguns anos, quando eclodiu o chamado “Escândalo da Calvário”, que apontou desvio de recursos e denunciou dezenas de envolvidos, inclusive o ex-governador Ricardo Coutinho.

Atualmente, os processos de licitação da PB Saúde para aquisição de serviços e materiais são lentos, ora por incompetência, ora por conveniência. Para (quase) tudo existe uma razão de ser.

Algumas empresas entregam os insumos, material ou medicamento, mas na hora de receber a coisa fica difícil. Não conseguem, com o quadro alegando sobrecarga de trabalho, concluir processos de pagamento que deveriam ser rápidos. Há “desculpas” de fluxos de controle interno, mas o que também se percebe é que “depende de caso a caso”.

Como impera o nepotismo (vide recomendação do MP-PB há pouco mais de um ano), não tem um número necessário de pessoas tecnicamente adequadas ao trabalho.

Há empresas com até dez pedidos fornecidos e sem receber, o que gera corte geral, consequentemente, a interrupção de fornecimento de outros pedidos. Daí, vem a falta de material como fios de cirurgias, catéteres e, pasmem, até luvas de procedimentos.

Todavia, há indicação de que essa morosidade seja, em parte, intencional, forçando que, a partir de então, ocorra o “abastecimento das unidades em regime emergencial”, com compras direta, prática reprovada por qualquer órgão de controle interno de qualquer empresa pública, minimamente séria.

Neste caso, a tal compra direta é feita como se fosse uma empresa privada, comprando o que quiser e da forma que desejar.

Essa prática poderia até se sustentar ante uma necessidade em uma crise não programada, mas cria indagação o fato dessas compras diretas serem sempre a determinadas empresas, com destaque para uma delas, que, há quem garanta, tem um dos dirigentes jogando, também, no time da PB Saúde.

Essas empresas recebem numa velocidade recorde, numa modalidade de compra totalmente fora dos padrões.

O bode está na sala. Cabe as autoridades apropriadas investigar e saber quem é o dono do “caprino” que está se lamentando do capim público.

Blog do Geovaldo.

 
 

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