Nascida em Campina Grande, Josilene Maria de Oliveira, conhecida politicamente como Jô Oliveira, construiu sua trajetória pública a partir da militância social, do movimento estudantil e da participação em espaços de discussão de políticas públicas. Filha de Dona Basta, mulher negra, trabalhadora doméstica e mãe solo, Jô estudou na escola pública, formou-se no Serviço Social pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e concluiu mestrado na mesma área.
Jô Oliveira iniciou sua trajetória política a partir da militância social, do movimento estudantil e da defesa de pautas ligadas aos direitos sociais. Formada em Serviço Social pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), com mestrado na área, ela passou por organizações e espaços de participação populares antes de ingressar na disputa eleitoral. Sua atuação é voltada para o campo da esquerda, especialmente pela defesa de políticas voltadas para mulheres, população negra, juventude, trabalhadores e grupos socialmente vulneráveis.
A entrada na política institucional ocorreu em 2016, quando disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal de Campina Grande. Naquele ano, obteve 1.544 votos e ficou na suplência. Em 2020, voltou a concorrer e foi eleita com 3.050 votos, tornando-se a primeira mulher negra eleita vereadora da história de Campina Grande. Quatro anos depois, ampliou sua votação para 5.178 votos e terminou como a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024.
A expansão eleitoral levou Jô a tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. Em 2022, disputou a carga de deputada estadual e recebeu 20.785 votos, ficando na primeira suplência. Em 2026, voltou à disputa e conseguiu transformar a votação em mandato: foi eleita deputada estadual com 42.110 votos. O resultado representa mais que o dobro da votação obtida quatro anos antes e marca uma nova etapa de sua trajetória, agora no Legislativo estadual.
Ao longo da passagem pela Câmara de Campina Grande, Jô concentrou sua atuação em temas como combate à violência contra a mulher, igualdade racial, juventude, direitos das pessoas com deficiência, população LGBTQIAP+, mobilidade urbana e políticas sociais. A chegada à Assembleia amplia o alcance dessas pautas e coloca o parlamentar em um novo espaço de disputa política, mantendo uma trajetória construída a partir da militância e da atuação no campo progressista.
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