Política

Chuvas no RS: nível do Guaíba pode voltar a 5 metros ou mais, diz ministro à CNN

CNN BRASIL

Devido à previsão de mais tempestades, o nível do Guaíba, no Rio Grande do Sul, pode voltar para o nível de “5 metros ou acima”, disse Waldez Góes, ministro do Desenvolvimento Regional, à CNN.

É na bacia do Guaíba que está a área mais populosa da Grande Porto Alegre, incluindo a capital gaúcha.

“Se chover 50 milímetros nessas próximas 24 horas, como está previsto, já é suficiente para criar uma série de transtornos com deslizamento de encostas”, afirmou, nesta sexta-feira (10).

Segundo Waldez, as encostas da região estão “nuas”. “Toda a vegetação que as protegia, com esse primeiro momento (de chuva), caiu tudo. Elas estão saturadas”, acrescentou.

Mais chuvas

Dada a previsão, o governador Eduardo Leite (PSDB) apelou para que a população não retorne para áreas de risco.

Segundo o Climatempo, em quatro dias, pode chover mais que o dobro do esperado para todo o mês no Rio Grande do Sul.

Na Serra Gaúcha, onde nascem os rios que seguem para os vales do Jacuí e do Taquari, pode chover mais de 300 mm entre esta sexta e segunda (13).

A Lagoa dos Patos, para onde vão as águas do Guaíba e que desemboca no Oceano Atlântico, está com alerta para cheias.

Pesquisadores preveem enchentes em cidades como Pelotas e Rio Grande, no sul do estado.

Alertas

No momento, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está com um alerta amarelo (perigo potencial) para chuvas intensas em praticamente todo o Rio Grande do Sul até o final desta sexta-feira (10).

Há risco de “chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia” e “ventos intensos (40-60 km/h)”. É “baixo”, porém, o risco de corte de energia, queda de galhos, alagamentos e raios.

Para o final de semana, porém, há alertas laranja (perigo) para chuvas intensas em toda a parte central e norte do Rio Grande do Sul.

O instituto prevê “chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia”, “ventos intensos (60-100 km/h)” e riscos envolvendo redes de energia, árvores, alagamentos e raios.

O Inmet atualiza os alertas por meio de seu site, sinalizando instruções gerais para a população em cada cenário e listando áreas e municípios que devem ser atingidos.