Considerando a proximidade do perĂodo de Carnaval, o presidente do Tribunal de Contas do Estado da ParaĂba (TCE-PB), conselheiro FĂĄbio Nogueira, emitiu, nesta quinta-feira (06), o OfĂcio Circular nÂș 03/2025, com orientaçÔes aos 223 prefeitos municipais sobre a gestĂŁo de despesas com festividades. O documento enfatiza a necessidade de equilĂbrio nas contas pĂșblicas e a conformidade com a legislação vigente, principalmente em perĂodos de emergĂȘncia ou calamidade pĂșblica.
O TCE-PB lembra que, de acordo com a Constituição Estadual e a Lei Complementar nÂș 101/00, Ă© dever dos gestores pĂșblicos observar princĂpios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade, legitimidade e eficiĂȘncia. Essas diretrizes visam evitar excessos nos gastos com contrataçÔes, garantindo a boa aplicação dos recursos pĂșblicos.
AlĂ©m disso, o Tribunal destaca que a realização de eventos com financiamento pĂșblico deve ocorrer apenas nas situaçÔes em que haja tradição, incremento de receitas decorrentes de atividades turĂsticas ou outro interesse pĂșblico relevante. Em cenĂĄrios de calamidade pĂșblica ou emergĂȘncia, o prefeito deve abster-se de promover festividades, conforme estabelece o artigo 2Âș, §1Âș da Resolução Normativa TC nÂș 03/2009.
RecomendaçÔes â O ofĂcio recomenda que os prefeitos informem ao TCE-PB, dentro dos prazos e requisitos estabelecidos nas ResoluçÔes Normativas RN-TC 03/2009, 01/2013 e 07/2015, as despesas com festividades. O objetivo Ă© assegurar que esses gastos nĂŁo comprometam o cumprimento das demais obrigaçÔes financeiras, como pagamento de salĂĄrios, investimentos em ĂĄreas essenciais como educação, saĂșde e assistĂȘncia social, e o cumprimento das responsabilidades previdenciĂĄrias.
âĂ importante que os gestores estejam atentos Ă s resoluçÔesâ. A medida visa preservar os recursos pĂșblicos e garantir a boa e regular gestĂŁo das finanças municipais, conforme os princĂpios de transparĂȘncia e responsabilidade fiscal.
O Presidente do TCE-PB, Conselheiro FĂĄbio TĂșlio Nogueira, reforça que a fiscalização do Tribunal busca proteger a sociedade e garantir que os recursos pĂșblicos sejam aplicados de maneira eficiente e responsĂĄvel.
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