A canonização do beato Carlo Acutis ocorre neste domingo (7), no Vaticano. A cerimônia será presidida pelo papa Leão XIV, as 10h no horário local (5h no horário de Brasília). O reconhecimento da santidade de Carlo veio a partir de dois milagres atribuídos ao jovem, um deles foi em solo brasileiro, na capital sul-mato-grossense Campo Grande.
Carlo será o primeiro santo da geração millennial, que inclui todos os nascidos entre as décadas de 1980 e 1990. Acutis morreu aos 15 anos após lutar contra um quadro agudo de leucemia. Ganhou reconhecimento por evangelizar através das redes sociais.
O reconhecimento da santidade de Carlo veio a partir de dois milagres atribuídos ao jovem, um deles foi em solo brasileiro, na capital sul-mato-grossense Campo Grande. De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o processo de canonização na Igreja Católica Apostólica Romana inclui a investigação da vida e das virtudes do candidato, a comprovação de milagres e a proclamação formal pelo papa.
O papa Francisco já havia citado Carlo como exemplo para a juventude, por unir fé, simplicidade e conexão com o mundo contemporâneo. “Não se acomodou numa imobilidade confortável, mas colheu as necessidades do seu tempo, porque viu o rosto de Cristo nos mais frágeis. Seu testemunho mostra aos jovens de hoje que a verdadeira felicidade se encontra pondo Deus em primeiro lugar e servindo-O nos irmãos”, disse o papa Francisco.
Biografia
Carlo Acutis nasceu em Londres em 1991, mas cresceu em Milão, na Itália. Gostava de jogar videogame e criar sites e, segundo o Vaticano, também era apaixonado pela Eucaristia e por Nossa Senhora. Iniciou a vivência da fé católica cedo, aos 7 anos, fez a primeira comunhão e, desde então, passou a assistir à missa todos os dias, além de ajudar necessitados doando roupas e alimentos.
Na adolescência, graças aos conhecimentos de engenharia da computação, criou um site dedicado a divulgar milagres eucarísticos espalhados pelo mundo e aparições de Maria aprovadas pela Igreja Católica. Após sua morte por leucemia, em outubro de 2006, uma grande quantidade de pessoas em situação de vulnerabilidade, ajudadas por Carlo, compareceram ao funeral.
Milagres
O reconhecimento da santidade de Carlo veio a partir de dois milagres atribuídos ao jovem. O primeiro, que levou à beatificação, ocorreu em 2013, em solo brasileiro, na capital sul-mato-grossense Campo Grande. À época, o menino Matheus Vianna, com 3 anos de idade, sofria de uma doença congênita no pâncreas e foi curado sem nenhum tipo de respaldo científico ao tocar uma relíquia de Carlo.
O segundo milagre, de acordo com o Vaticano, refere-se à sobrevivência e rápida recuperação de Valéria Valverde, da Costa Rica. Em 2022, a jovem, então com 21 anos, estudava em Florença, na Itália, quando sofreu um grave acidente de bicicleta. A mãe de Valéria fez uma peregrinação à cidade de Assis para rezar pela cura da filha no túmulo de Carlo. No mesmo dia, a jovem começou a respirar sem aparelhos.
A primeira fase é a diocesana. Nela, o bispo local inicia a investigação da vida do candidato, analisando sua fama de santidade e recolhendo testemunhos e documentos. Na segunda fase, intitulada romana, o processo é enviado ao Vaticano, onde peritos teólogos e médicos analisam a documentação e os milagres atribuídos ao candidato.
Na terceira fase, conhecida como beatificação, ocorre a comprovação de um milagre atribuído à intercessão do candidato, permitindo que ele receba o título de beato ou bem-aventurado. Para a quarta e última fase, a canonização, é necessário um segundo milagre, que deve ocorrer após a beatificação. Com a comprovação do milagre, o papa proclama a pessoa santa e sua devoção é reconhecida em toda a Igreja.
Redação/Agência Brasil








