AGĂNCIA BRASIL
O 35Âș Censo da População Infantojuvenil Acolhida no Estado do Rio de Janeiro aponta uma redução gradativa no tempo de acolhimento, com o percentual de crianças e adolescentes que ficam acolhidos por menos de um ano e meio, tendo aumentado de 58%, em dezembro de 2020 (26Âș Censo), para 74% em junho deste ano. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Rio (MPRJ).
A subcoordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infùncia e Juventude (CAO Infùncia e Juventude/MPRJ), årea não-infracional, Raquel Madruga, destaca que, desde que foi iniciado o primeiro censo em 2008 até hoje, houve uma redução substancial do tempo de acolhimento.
âIsso Ă© muito importante porque, alĂ©m de cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevĂȘ que o tempo mĂĄximo de acolhimento seja de 18 meses, toda polĂtica pĂșblica de atendimento Ă criança e ao adolescente Ă© para preservar a convivĂȘncia familiar e comunitĂĄria. Isso significa que eles estĂŁo podendo retornar Ă famĂlia de origem ou sendo colocados em famĂlias substitutas atravĂ©s da adoçãoâ, disse.
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NegligĂȘncia
A negligĂȘncia das famĂlias Ă© o principal motivo para crianças e adolescentes serem acolhidos em instituiçÔes. No estado do Rio, 184 serviços de atendimento acolhem 1.673 crianças e adolescentes.
SĂŁo 703 casos de negligĂȘncia como motivo de acolhimento. Em seguida, o abandono pelos pais ou responsĂĄveis responde por 162 casos, abusos fĂsicos e psicolĂłgicos sĂŁo 120 ocorrĂȘncias, situação de rua, 101 casos e abuso sexual ou suspeita de abuso sexual, 73 registros.
âĂ muito importante termos esses dados para trabalharmos as polĂticas pĂșblicas de prevenção ao acolhimento e de apoio a essas famĂlias, que sĂŁo as mais vulnerĂĄveis. O lugar de desenvolvimento de uma criança e adolescente Ă© numa famĂlia e nĂŁo numa instituição de acolhimentoâ, finaliza Raquel.








