Aninha Cardoso propõe reconhecimento e fortalecimento da Libras na administração pública de Campina Grande
A vereadora Aninha Cardoso apresentou proposta na Câmara Municipal de Campina Grande que dispõe sobre o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão no âmbito da administração pública municipal, além de estabelecer diretrizes para ampliar a acessibilidade linguística em concursos públicos e processos seletivos realizados pelo município.
A iniciativa busca fortalecer a inclusão das pessoas surdas e garantir melhores condições de acesso aos serviços públicos, reconhecendo a importância da comunicação acessível como instrumento fundamental para o exercício da cidadania.
Pela proposta, o município passa a discutir mecanismos para ampliar a presença da Libras nos espaços e serviços da administração pública, permitindo que pessoas surdas tenham maior autonomia e segurança no acesso às informações e aos atendimentos.
Outro ponto importante da iniciativa está relacionado aos concursos públicos e processos seletivos municipais. A proposta estabelece diretrizes de acessibilidade linguística, buscando garantir condições mais adequadas de participação aos candidatos que utilizam a Libras como meio de comunicação e expressão.
Para Aninha Cardoso, promover acessibilidade não significa apenas eliminar barreiras físicas. É necessário também enfrentar as barreiras de comunicação que ainda dificultam o acesso de parte da população aos seus direitos e aos serviços oferecidos pelo poder público.
A proposta reforça o entendimento de que a inclusão precisa estar presente em diferentes áreas da administração municipal, desde o atendimento ao cidadão até os processos de seleção e ingresso no serviço público.
Com a iniciativa, a vereadora coloca em debate a necessidade de Campina Grande avançar na construção de uma administração cada vez mais acessível, garantindo que a comunicação não seja um obstáculo para o exercício pleno da cidadania.
O projeto seguirá os trâmites legislativos da Câmara Municipal de Campina Grande, passando pela análise das comissões competentes antes de ser apreciado em plenário.
Ao apresentar a proposta, Aninha Cardoso reforça a defesa de uma cidade mais inclusiva, onde a acessibilidade linguística seja compreendida como um direito e como parte essencial do respeito à dignidade e à participação das pessoas surdas na vida pública do município.









