A vereadora Aninha Cardoso questionou, nesta semana, a tramitação em regime de urgência do projeto enviado pela Prefeitura de Campina Grande que trata do parcelamento do Ipsem. A parlamentar afirmou que faltam informações essenciais para análise da proposta e criticou a forma como o texto chegou à Câmara Municipal.
Segundo Aninha Cardoso, o principal ponto de preocupação é a ausência de detalhamento sobre valores e impacto financeiro do parcelamento. Ela também destacou que buscou esclarecimentos por meio de pedido de informações, subscrito por outros vereadores, sobre a situação financeira do instituto.
“Se foi dito que o Ipsem não deve nada a ninguém, por que então esse parcelamento? O projeto fala em 300 parcelas, mas não apresenta o valor. Isso é votar um cheque em branco”, afirmou a vereadora.
Durante sua fala, a parlamentar relatou ainda que recebeu reclamações de servidores municipais sobre descontos salariais e redução de gratificações na área da saúde, o que, segundo ela, gerou preocupação entre os trabalhadores.
Aninha também criticou a inclusão de outros temas no mesmo projeto, como questões relacionadas ao INSS, e apontou falta de planejamento detalhado por parte do Executivo municipal.
Para a vereadora, o prazo estabelecido até agosto para apreciação da matéria não justificaria a urgência da votação sem a devida transparência.
“Não voto cheque em branco para ninguém. Estamos aqui para representar o povo e precisamos ter clareza sobre o que estamos aprovando”, declarou.
A parlamentar também ressaltou que existem outras demandas prioritárias no município, como saúde, educação e situações envolvendo aluguel social e indenizações de famílias afetadas por intervenções urbanas em Campina Grande.
Redação









