Meu primo Pedro Cunha Lima tomou uma daquelas decisões que a política quase nunca testemunha ao resolver não disputar nenhuma eleição no próximo ano. Para muitos, um choque. Para mim, não. Quem conhece Pedro sabe que ele é diferente em tudo. Não tem apego ao poder, não se deslumbra com cargo e nunca confundiu mandato com destino…
E vale lembrar: na última eleição, Pedro saiu das urnas com mais de um milhão de votos dos paraibanos, um capital político que muita gente ergueria como troféu. Naturalmente, teria condições reais de disputar o que quisesse em 2026. Mas justamente aí está a lição. Mandato político não é ponto de chegada. É passagem. É etapa, não altar.
Pedro entende isso com uma clareza rara. E por isso sua decisão, que alguns tratam como retirada, é, na verdade, a confirmação da sua grandeza. Quem não depende do poder faz escolhas que a muitos jamais fariam.
Boa sorte, meu querido primo. Você é diferente e continua provando isso quando ninguém espera.
E, no fim das contas, fica a pergunta que muita gente evita encarar: foi Pedro quem se afastou da política, ou foi a política de hoje que se tornou tóxica demais para gente como ele?
Renato Cunha Lima.









