O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, anunciou o Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta-feira (9).
Ela foi laureada “por sua coragem e integridade excepcionais em sua atuação jurídica e por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”, afirmou o presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes. Durante sua carreira, Pillay:
- lutou contra o apartheid e garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a um advogado na prisão;
- se tornou a primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul;
- julgou o genocídio em Ruanda;
- chefiou a área de direitos humanos da ONU;
- presidiu o comitê contratado pela ONU que determinou que Israel cometeu genocídio em Gaza.
“O compromisso de Navi Pillay com os princípios jurídicos universais e sua firme bússola moral são constantes ao longo de sua extensa carreira. Nascida em uma família de origem tâmil indiana, durante o apartheid, em Durban, na África do Sul, Pillay tornou-se advogada e pioneira no campo jurídico, enfrentando a profunda discriminação estrutural, a segregação e a exclusão”, afirmou Frydnes.
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Navi Pillay em 2011, quando era Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos — Foto: REUTERS/Valentin Flauraud/Foto de Arquivo
Frydnes afirmou que a premiação à jurista sul-africana é “uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional”. A fala pareceu ser uma alfinetada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que faz investida contra instituições multilaterais e internacionais, como o Tribunal Penal Internacional —o qual Pillay fez parte nos anos 2000.









