Economia

Excelência profissional para superar a discriminação racial



No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, paramos para refletir e nos mover em prol de uma sociedade que debate mecanismos para combater o racismo. Esta data, celebrada no dia 03 de julho, nos lembra que ainda há muito a fazer nessa luta diária, e aqui, a história de Eleonice Caldas se destaca. Ela é um exemplo de resistência e força na busca por um país onde todos tenham as mesmas oportunidades. Sua força e resiliência mostram que, passo a passo, podemos construir uma sociedade mais justa e que respeita a diversidade.

A Trajetória de Eleonice Bárbara
O Geração SESI SENAI conversou com uma profissional que traz consigo boas ideias, iniciativas e perspectivas acerca do combate à discriminação racial. Eleonice, especialista do Programa SESI de Gestão Escolar (PSGE), porém não é apenas uma figura emblemática que se destaca por sua trajetória profissional repleta de desafios e conquistas. Ela representa um sentimento que muitas vezes está adormecido dentro de nós, aquele que quer dialogar, que quer entender, que quer ir além do que está posto e buscar novas saídas, soluções efetivas para um problema diário e muito real. E ela compartilhou conosco suas experiências, detalhando os obstáculos que superou, as estratégias que adotou para se estabelecer em sua área de atuação e os projetos futuros que visam ampliar o impacto de suas ações pela igualdade racial.

Você poderia compartilhar conosco sua trajetória profissional até se tornar uma especialista do PSGE?
Eu começo minha história, como uma menina que sempre acreditou na educação. E é muito forte isso, porque quando eu entrei em uma unidade do SESI pela primeira vez, meu pai trabalhava na indústria. E eu fui uma criança oriunda de família pobre, inclusive com dificuldades para me alimentar. Anos depois, eu participei de um processo de seleção muito grande, voltado para professores da educação infantil, onde eu entro como professora substituta. Em 1989 passo a ser professora efetiva, mais para frente encarei o desafio de entrar para a EJA (Educação de Jovens e Adultos). Nesse ínterim de ser professora da educação infantil e professora de educação de jovens e adultos, eu fiz uma seleção e nela eu fui aprovada em um processo interno para ser coordenadora pedagógica. Em meados de 2010, pós um novo processo seletivo, eu passo a ser vice-diretora e posteriormente diretora da escola SESI Reitor Miguel Calmon, onde permaneci até 2023, quando recebo o convite para ser Especialista do PSGE.

Durante sua carreira, você enfrentou situações de preconceito racial? Se sim, como lidou com elas naquele momento?
Eu acho que o diálogo é princípio para tudo. Dentro do meu trabalho, por conta da minha cor, do meu jeito de ser, eu nunca tive problema com isso. Porque também, a forma como você se posiciona, deixa claro quem você é.

Como suas experiências moldaram sua abordagem e atitude em relação ao trabalho e à liderança?
Então, eu começo falando dos grandes líderes que eu tive dentro da instituição. As aprendizagens com eles me ajudaram a ressignificar as minhas formas de ver o mundo. […] Para mim é crucial você conhecer o ambiente, as pessoas. É necessário sair daquele lugar que você está, da posição e ir lá colocar a mão, fazer junto, porque quando você faz junto, você passa a ter domínio da situação. Ter experiências e ouvir o outro, também ajudam.

Agora, como gestora, que tipo de iniciativas você implementou ou gostaria de implementar para combater o racismo dentro da escola?
Começo dizendo que a iniciação científica é um rumo para os estudantes. Porque lá eles podem tratar problemas em dimensões reais, que precisam ser discutidos. […] Espanta ainda, termos que dialogar, mas é diálogo mesmo. Iniciativas como os estudantes terem momentos para debater, discutir, e trabalhar o respeito, pois nem sempre todos terão a mesma opinião. E através dessas iniciativas, eles podem sair com projetos que podem ir para o parlamento, para a defensoria pública. […] Falamos de rodas de conversas, clubes de relações internacionais, para que os estudantes possam debater e fazer defesas coerentes.

Por último, pedimos para que Eleonice deixasse uma palavra motivacional para os gestores, docentes, alunos e alunas sobre a importância de combater a discriminação racional nas escolas e na sociedade.

Nós cuidamos de vidas, cuidamos de pessoas! Todos os processos são importantes, mas se não tiver as pessoas, não vale a pena. E essas pessoas precisam, assim como nós, ter a certeza de que são respeitadas na sua singularidade, nas suas diferenças. E é importante que cada um como gestor conheça sua equipe, as pessoas que trabalham com você, conheça sua comunidade. Eu diria mais, conheça quem está dentro da sua própria casa, porque só assim nós vamos conseguir uma equidade.

Programa APA do SESI como modelo de boas práticas
Para finalizarmos, é de suma importância citar o programa Ambiente Positivo de Aprendizagem (APA) do SESI como um documento orinetador de boas práticas de inclusão e diversidade. Este recurso oferece diretrizes sólidas para a promoção da igualdade e a inclusão no ambiente educacional, espelhando as medidas que podem ser replicadas em diferentes contextos para combater efetivamente a discriminação racial.

Neste Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, desejamos que o testemunho de Eleonice Bárbara e os direcionamentos do APA sirvam como faróis de inspiração para continuarmos a luta por uma sociedade onde atitudes discriminatórias percam cada vez mais espaço para o respeito, a igualdade e a fraternidade.

Conheça o Geração SESI SENAI!
O projeto é uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAI) para conectar alunos, professores e toda a comunidade da educação. Acesse nossos conteúdos na Agência de Notícias da Indústria e no canal do WhatsApp “Geração SESI SENAI”. Tire suas dúvidas e compartilhe os projetos da sua unidade através do nosso SAC. #AquiTemGeração

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