Economia

Dólar sobe mais de 1% na semana e encerra em R$ 5,16; Ibovespa cai 0,7%

CNN BRASIL



O dólar encerrou a semana em alta de mais de 1%, enquanto os mercados continuavam de olho na política monetária do Federal Reserve e nas divisões dentro da diretoria do Banco Central do Brasil.

Enquanto isso, o Ibovespa encerrou a semana em forte queda, após uma nova bateria de resultados corporativos nesta sexta-feira (10), com LWSA e Magazine Luiza na ponta negativa, enquanto Alpargatas e Allos figuravam entre as maiores altas após os respectivos balanços.

A moeda norte-americana fechou o dia cotada em R$ 5,157, uma variação positiva de 0,28% no pregão e de 1,75% na semana.

Já a bolsa paulista encerrou a sessão com 127.599 pontos, em baixa de 0,46% no dia e de 0,7% na semana.

O que alimentou esses temores foi divisão de votos na reunião do Copom de quarta-feira (8), quando o colegiado se dividiu entre 5 votos a 4 pela pisada no freio.

Todos os cinco dirigentes que votaram por corte de 25 pontos-base foram indicados pelo governo anterior, enquanto os quatro diretores que defenderam corte de 50 pontos-base foram indicados pela administração Lula.

Conforme investidores locais continuam digerindo as perspectivas para o Banco Central, o clima externo oferecia alívio, disse Bergallo, apontando recente arrefecimento nos dados de emprego dos Estados Unidos.

Na semana passada, dados de abertura de vagas fora do setor agrícola vieram abaixo do esperado, enquanto, na véspera, uma leitura mostrou surpresa para cima nos pedidos de auxílio-desemprego.

“Isso novamente deu fôlego para o mercado voltar a acreditar em corte de juros por lá, agora no segundo semestre”, disse Bergallo.

Na visão de analistas do Itaú BBA, por enquanto, nada muda e o mercado segue travado sem perder o suporte ou superar a resistência.

“Para o Ibovespa será importante voltar a subir e seguir em direção às resistências em 130.000 pontos e o patamar de 131.700 pontos para criar condições de um primeiro rali de bolsa em 2024”, afirmaram no relatório Diário do Grafista.

Investidores também analisavam o IPCA de abril, que subiu 0,38%, depois de uma alta de 0,16% em março, ficando um pouco acima das previsões de economistas (0,35%). Nos 12 meses até abril, avançou 3,69%, de 3,93% em março.

Economistas do Bradesco destacaram que a surpresa altista ficou concentrada em itens voláteis, enquanto os núcleos apresentaram um comportamento mais benigno na margem, acrescentando que o dado não muda a previsão deles para o ano.

“No curto prazo, atenção para os possíveis impactos inflacionários da tragédia no Rio Grande do Sul”, ponderaram em nota enviada a clientes.

*Com informações de Reuters