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Na edição de 43 anos do Maior São João do Mundo, Campina Grande é escolhida para sediar exposição sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga

Inaugurada nesta quarta-feira (03), a exposição é inspirada na obra “Luiz Gonzaga 120 anos de nascimento”, do paraibano Paulo Vanderley

by Redação
4 de junho de 2026
in Campina Grande, Diversão
Na edição de 43 anos do Maior São João do Mundo, Campina Grande é escolhida para sediar exposição sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga

Foto reprodução - Myrlla dos Anjos

Comemorando os 43 anos de festa, em 2026 o “Maior São João do Mundo” reforça o protagonismo da cultura nordestina, destacando diferentes manifestações dentro da programação da festa. Este ano, um dos grandes atrativos é a exposição inspirada no livro “Luiz Gonzaga 110 anos de nascimento”, sediada no Parque Evaldo Cruz com artigos e fotos originais do músico.

Foto: Myrlla dos Anjos

A experiência imersiva é assinada pelo cenógrafo Éric Tavares, e tem como assistência de curadoria Roberta Jansen e Patrícia Jansen. Toda a proposta é fruto dos mais de 30 anos de pesquisa do paraibano Paulo Vanderley, autor do livro, e também é inspirada nas ilustrações que compõem a obra, feitas pelo ilustrador e infografista Vladimir Barros de Sousa. A exposição é repleta de memórias afetivas, evocando o sentimento das diversas gerações marcadas pela sanfona de “Seu Luiz”, mas também ilustra de maneira única a forma como a história do músico se mistura à história do pesquisador Paulo Vanderley, que também é referência no assunto:

“Meu pai era gerente de banco e Luiz Gonzaga era cliente dele. Ele chegou a almoçar na minha casa, eu tenho esse retrato com seu Luiz. Desde que eu me entendo por gente, há mais de 30 anos, eu pesquiso, coleciono, e junto uma ‘ruma’ de coisa em homenagem a seu Luiz Gonzaga”, comentou o pesquisador e autor do livro.

Foto: Myrlla dos Anjos

A proposta passeia pela história e vida do multifacetado “Rei do Baião”, trazendo diferentes núcleos, inspirados na obra e nos símbolos centrais de quem virou o maior representante da música nordestina. Os chapéus de Luiz Gonzaga contam uma história, que se divide em sete ilhas temáticas, desenvolvendo as diferentes décadas da sua carreira. Além disso, a presença de um coração simbólico representa a essência de “Seu Luiz”, propondo ainda um espaço para as fotos de quem quiser eternizar a experiência.

“Tínhamos um ponto de partida extraordinário: o boxe produzido por Paulo Vanderlei. O trabalho que ele realizou foi um verdadeiro garimpo histórico. Ao mergulharmos naquele material, percebemos rapidamente a riqueza de informações que tínhamos em mãos. O resultado é uma exposição que toca profundamente as pessoas. Ella desperta uma conexão emocional imediata. É comum ver visitantes se emocionarem, relembrarem histórias de família, reviverem memórias da infância e reconhecerem em Luiz Gonzaga parte de suas próprias vidas”, destacou Éric Tavares, cenografista que assina a exposição.

Foto: Myrlla dos Anjos

A consolidação desse espaço, durante as festividades, foi idealizada e desenvolvida em parceria com a Arte Produções. A ideia é trazer para a maior festa junina do país uma experiência imersiva, com fotos, roupas, figurinos e notícias inéditas sobre o Rei do Baião, homenageando e mantendo viva a história do maior expoente da música nordestina.

“Eu estou muito satisfeito de ter esse projeto dentro do São João de Campina Grande, porque Gonzaga foi o cara que está fazendo a gente estar aqui. Então assim, não é uma homenagem, é trazer a presença dele para dentro do São João de Campina Grande”, celebrou João Carlos Parente, CEO da Arte Produções.

O espaço tem sido celebrado pelos visitantes que chegam ao Parque: “É uma experiência incrível, muito interessante e emocionante. Principalmente para gerações como a minha que cresceram ouvindo os clássicos do Luiz Gonzaga. Achei muito bacana esse espaço, que reforça a cultura e a tradição nordestina, né?”, comentou o advogado piauiense, Marcos dos Santos.

A exposição passa a integrar o roteiro turístico da Rainha da Borborema, que também é destaque pelas diferentes manifestações culturais, museus, e pela constelação de artistas que carregam o seu nome pelo mundo. Um exemplo disso é o “Rei do Ritmo”, Jackson do Pandeiro, que já foi morador ilustre da cidade e ficou eternizado no monumento “Farra da Bodega”, ao lado do Rei do Baião. Pandeiro e sanfona dividem o mesmo espaço e povoam a memória de quem ama, admira e preserva a cultura popular nordestina.

Myrlla dos Anjos/ Arte Produções

 
 

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