Sexta Santa política na Paraíba: beijo na face e faca nas costas
Se a Sexta-feira Santa é símbolo de fé e reflexão, na política paraibana ela tem sido marcada por algo bem diferente: traição, intriga e disputas por poder. À medida que o prazo para filiações partidárias se encerra neste sábado, partidos e federações repetem, quase à perfeição, o que Judas fez a Cristo: beijo na face, faca nas costas.
Nos últimos dias, a disputa por nomes que possam compor as nominatas se transformou em um verdadeiro campo de batalha. A “lama” em que muitos políticos estão chafurdando não apenas fede, como denuncia o caráter de alianças construídas às pressas e interesses pessoais acima do coletivo. É o jogo do poder mostrando sua face mais crua, longe de qualquer santidade.
O que se vê é uma corrida desenfreada por protagonismo, enquanto discursos de união e compromisso ficam cada vez mais distantes da realidade. Para o eleitor atento, o espetáculo é claro: muita pose pública, muitos sorrisos nas fotos, mas poucas certezas sobre lealdade e ética.
Se o objetivo da política é servir ao povo, a realidade atual da Paraíba sugere que, para alguns, servir-se dela é prioridade. Nesta Semana Santa, o cenário político lembra menos a reflexão e mais o drama humano de ambição e traição.









